E esse tal de tempo conhece a saudade?
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23 dias…
Essa foi a primeira vez que parei pra contar quantos dias. Sempre prefiro contar em semanas. Parece que o tempo é mais curto.
Na verdade, 23 dias assim escrevendo nem parece muito tempo. Como é relativa nossa percepção sobre o tempo. Meu corpo já está se acostumando com a percepção de noites de sono de 4 horas. E lá vamos a mais uma madrugada. São tantos pensamentos que pipocam a cabeça…. E pronto, a cada um, lá se vai o sono ou qualquer sinal dele que pudesse existir.
O tempo é mesmo estranho. Como ele muda ao longo da nossa vida. Sempre me lembro de quando eu era criança como demorava demais pra chegar as férias de julho. Sempre adorei as férias de julho. Não sei dizer porque. Elas eram mais curtas mas acho que associava julho com a Disney…..Hoje, a gene ouve o tempo inteiro a surpresa de que…Opa! Já é março…
Quando temos um exame, uma prova, uma tarefa difícil, o tempo voa. Quando vemos nunca deu tempo de dar aquela útlima revisada no texto.
E quando temos saudade….A saudade faz o tempo cruel. A saudade faz o tempo preguiçoso… A saudade dá significado a “contar horas”. Adoro a palavra saudade. Sempre ouvi que poucas linguas no mundo tem uma palavra que substitua a “saudade”do português. Sentimento tão único. Sentimento que tem um pouco de bom, sentimento que traz também um suspiro. Saudade de boas lembranças, saudades de épocas boas…..
E basta uma saudade ficar mais forte pra gente começar a sentir um monte de outras…Saudade do meu amor que me traz saudade de coisa demais. Saudade que deixa a gente assim tão pensativo. Saudade que traz tanta saudade esquecida. Saudade que traz tantos sorrisos e que acaba sempre numa lágrima…..ou em várias.
Saudade do que é bom, do que a gente quer guardar, do que a gente quer e gosta de lembrar. Saudade assim boba, de coisas pequenas. Saudade assim devastadora, de tanto…..de tanto. Saudade assim triste, de tanta saudade que não podemos matar.
E esse tempo que não resolve ser amigo de tanta saudade. E o tempo que é relativo demais e que duela com a gente. E a gente que só pode mesmo esperar. Esperar esse tempo doido passar. Esperar o contar de horas. Esperar o absoluto desse tempo todo tão relativo.

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