Minha solidão a só!

•Agosto 6, 2009 • Deixe um comentário

E eu que tanto amo….Sempre amei.

Eu posso dizer que nem todo o amor do mundo é capaz de nos preencher sempre. Não é! Agressiva….mas me parece a realidade mais nua e crua.

Nem quem mais nos conhece está nos nossos pensamentos, não compreende por total nenhum sentimento. Porque só nós mesmo é que a todo tempo sabemos; sabemos de cada pensamento, de cada palpitação, de cada suspiro, dos mais reservados segredos.

Pensando nisso, em momentos de extremos (seja a felicidade ou a tristeza), posso dizer que sinto solidão. Me sinto eu, comigo e 100% só! E quem poderia entender de tudo e de tanto tumulto que passa pela minha cabeça?

É tudo misturado e só mesmo eu nessa solidão pra ser meu acalanto.

Hoje, junto minhas duas mãos, dou a mim um abraço, tomo um banho demorado, me encolho quieta na cama. Preciso muito de mim…Preciso aprender essa solidão que é tão real. Preciso entender que nem sempre tudo me basta.

Que esse tempo passe…

•Agosto 1, 2009 • Deixe um comentário

Queria escrever apenas para desabafar…Para tirar de dentro de mim essa angústia…Um desespero que chega a conter minhas lágrimas.

As vezes acho que se eu não chorar, as coisas parecerão menos tristes. Mas nada disso alegra meu coração.

 

Que enredo cruel: não consigo ser mãe e meu maior medo no mundo hoje é perder a minha mãe. Tudo tão ligado e tudo tão oscilante.

Como pensar em ser mãe sem ter a minha?

Que incompetência (e não posso negar que é essa a sensação) eu não consigo mudar nenhum dos fatos.

 

E aí está tudo entregue ao mundo, a um Deus que hoje me custa entender. Com planos traçados que cabe a nós, totais impotentes, apenas aguardar.

Então mais que nunca é hora de viver?

Viver como? Seguir como? Sorrir como?

É viver a iminência da perda. De mais uma ou outra desilusão.

 

Constante pensamento meu.

 

Que quero afastar. Que quero evitar. Mas o vazio vem e vai a cada minuto.

 

Minha mãe tem câncer. Ironicamente a doença que me desarmou e me fez conhecer e construir uma relação de mãe e filha como nunca tivemos antes. Cumplicidade, respeito, compreensão e acima de tudo muito amor.

Há pouco mais de 1 ano tudo isso começou. E no princípio confesso que achamos que era mais fácil do que parecia. Acreditamos já em dezembro, 6 meses depois, que tudo já havia passado. Era legítimo acreditarmos. Afinal, era merecimento de quem soube enfrentar tanto sofrimento com tanta garra e com a cabeça erguida e sorrindo.

 

Mas em poucos meses, descobrimos que havia mais. Que essa luta injusta não tinha acabado.

 

E agora aqui estamos. Prestes a enfrentar de novo uma mesa de cirurgia, novamente sem saber nada do que pode dar certo ou errado.

É um turbilhão de pensamentos que a gente não consegue evitar e que a cada dia parecem mais amedrontadores.

 

Mulher forte, incrível, cheia de fé que é capaz de consolar no momento onde mais precisa ser consolada. Surpreendente!

 

Então preciso ser melhor. Afastar esse desânimo. Honrar essa mãe que tenho e seguir forte. Encontrar uma fé e acreditar. Ouvir a frase “blasé” que ecoa ao meu redor: tudo tem seu tempo…

Que esse tempo cure, que esse tempo fortaleça…Que esse tempo acabe….

Eu e meu pinguin na geladeira

•Dezembro 3, 2008 • Deixe um comentário

Nada de mergulhos. É na superfície
que o real, minúsculo plâncton, se trai.
Sentidos, sentimentos e outros moluscos
 
não passam pela finíssima peneira
do funcional. E o sofrimento, ai,
esse nefando pingüim de louça
 
sobre o que deveria ser, na quiti-
nete do eu, uma austera geladeira…
 
Que ninguém nos ouça: guarda esse escafandro, meu
filho. Só o raso é cool. A dor é kitsch.

Autor desconhecido


 

Eu jogo frescobol!!

•Maio 21, 2008 • 1 Comentário

Hoje recebi um daqueles textos que vale a pena parar para ler.

A gente não percebe no dia-a-dia as sutis diferenças e metáforas para encarar uma vida leve!!! E vc?? Joga que jogo?

Tennis X Frescobol

Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.

Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: ‘Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: ‘Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?\’ Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.’

Xerazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme O império dos sentidos. Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa, conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fossem música. A música dos sons ou da palavra – é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer. Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: ‘Eu te amo, eu te amo…’ Barthes advertia: ‘Passada a primeira confissão, ‘eu te amo\’ não quer dizer mais nada.’ É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia Prado: ‘Erótica é a alma.’

O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada – palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.

O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra – pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir… E o que errou pede desculpas; e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos…

A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá…

Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Camus anotava no seu diário pequenos fragmentos para os livros que pretendia escrever. Um deles, que se encontra nos Primeiros cadernos, é sobre este jogo de tênis:
‘Cena: o marido, a mulher, a galeria. O primeiro tem valor e gosta de brilhar. A segunda guarda silêncio, mas, com pequenas frases secas, destrói todos os propósitos do caro esposo. Desta forma marca constantemente a sua superioridade. O outro domina-se, mas sofre uma humilhação e é assim que nasce o ódio. Exemplo: com um sorriso: ‘Não se faça mais estúpido do que é, meu amigo\’. A galeria torce e sorri pouco à vontade. Ele cora, aproxima-se dela, beija-lhe a mão suspirando: ‘Tens razão, minha querida\’. A situação está salva e o ódio vai aumentando.’

Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão… O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.

Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem – cresce o amor… Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim…(O retorno e terno, p. 51.)

 

E quando chegar aos 60?

•Março 26, 2008 • Deixe um comentário

A gente vai vivendo o dia-a-dia. Corremos pra lá, corremos pra cá…Fazemos, falamos e nos programamos o tempo todo pelo tempo. Tempo disso, tempo daquilo… e com isso o tempo passa. 

E as vezes, quando o tempo se perde, quando o tempo parece dar uma trégua, ou quando apenas decidimos deixar ele um pouco pra lá….é que penso sobre ele. 

E quando mais do meu tempo passar? E quando eu chegar aos meus 60 anos? Como será que vou ver todo esse tempo?Como será que todo esse tempo e tanto que tiver ao longo dele vai me ver?

Será que aos 60 meus dramas serão mesmo dramáticos? Será que tanta paixão que me acompanha ainda será tão apaixonante?Aos 60 o significado de felicidade ainda será o mesmo? Ou será que o medo da falta dela vai fazer com que nem a note? 

Confesso que tenho medo.  

Queria poder guardar para os meus 60 a visão pura de tantas coisas que vi aos 10. Levar uma risada boa que devo ter dado aos 5. Sentir o peito bater forte por uma conquista que devo ter tido aos 18. Queria guardar para sentir com tanta intensidade algumas saudades que sinto agora….Mas queria guardar tudo de bom. Queria guardar, e mais que isso, queria saber enxergar as coisas boas de um caminho que eu mesma construo. 

Se pudesse, desejaria apenas rever todo o tanto tempo passado com uma lágrima de orgulho no canto dos olhos. Que mesmo alguns momentos ruins me mostrassem que eles faziam mesmo parte de uma história…..da minha história. O tempo passando, mas eu cheia de orgulho. Manter o orgulho que sinto tanto hoje pela vida que conquistei. Vida guiada, vida educada… Vida ensinada e tão bem cuidada.

E será que o tempo dos 60 vai me fazer esquecer isso? Esse tempo bobo, que ronda minha cabeça. Que rondou por 50 dias, que rondou por outras tantas horas, que hoje rondou todos meus pensamentos. Esse tempo que no meio da madrugada parece me dar uma brecha me faz escrever sobre ele. 

Esse tempo que aprendi a ver como bom. Esse tempo que mesmo odiando algumas vezes, na maioria dos dias tenho vontade de engolir.

Ahhhh tempo. Passe mais 60 segundos, passe mais 60 horas ou dias… Passa sem tirar de mim o que amo. Passa me deixando o peito cheio de paixões e realizações pra relembrar. Passa sem me enganar e sem deixar que eu me engane.Passe e chegue aos 60… 

O tempo dos 60 não está comigo só hoje. O tempo dos 60 me acompanha como o tempo de cada ano da minha vida.  Então passe tempo!Passe 60 e quantos mais passar….Mas me faça lembrar. Me faça lembrar sempre de olhar, olhar de verdade para esse tempo e permitir apenas deixar ele me fazer feliz. Não me deixe mesmo esquecer…. Porque aos 60, não quero esquecer de como pode ser fácil ser feliz.  

Meu desejo é do tempo e para o tempo. Meu desejo é para tantos sessentas ou para um especial. E se o tempo que precisa passar passasse…sei que poderei sorrir quando os meus 60 chegarem…

E esse tal de tempo conhece a saudade?

•Março 4, 2008 • Deixe um comentário

23 dias…

Essa foi a primeira vez que parei pra contar quantos dias. Sempre prefiro contar em semanas. Parece que o tempo é mais curto.

Na verdade, 23 dias assim escrevendo nem parece muito tempo. Como é relativa nossa percepção sobre o tempo. Meu corpo já está se acostumando com a percepção de noites de sono de 4 horas. E lá vamos a mais uma madrugada. São tantos pensamentos que pipocam a cabeça…. E pronto, a cada um, lá se vai o sono ou qualquer sinal dele que pudesse existir.

O tempo é mesmo estranho. Como ele muda ao longo da nossa vida. Sempre me lembro de quando eu era criança como demorava demais pra chegar as férias de julho. Sempre adorei as férias de julho. Não sei dizer porque. Elas eram mais curtas mas acho que associava julho com a Disney…..Hoje, a gene ouve o tempo inteiro a surpresa de que…Opa! Já é março…

Quando temos um exame, uma prova, uma tarefa difícil, o tempo voa. Quando vemos nunca deu tempo de dar aquela útlima revisada no texto.

E quando temos saudade….A saudade faz o tempo cruel. A saudade faz o tempo preguiçoso… A saudade dá significado a “contar horas”. Adoro a palavra saudade. Sempre ouvi que poucas linguas no mundo tem uma palavra que substitua a “saudade”do português. Sentimento tão único. Sentimento que tem um pouco de bom, sentimento que traz também um suspiro. Saudade de boas lembranças, saudades de épocas boas…..

E basta uma saudade ficar mais forte pra gente começar a sentir um monte de outras…Saudade do meu amor que me traz saudade de coisa demais. Saudade que deixa a gente assim tão pensativo. Saudade que traz tanta saudade esquecida. Saudade que traz tantos sorrisos e que acaba sempre numa lágrima…..ou em várias.

Saudade do que é bom, do que a gente quer guardar, do que a gente quer e gosta de lembrar. Saudade assim boba, de coisas pequenas. Saudade assim devastadora, de tanto…..de tanto. Saudade assim triste, de tanta saudade que não podemos matar.

E esse tempo que não resolve ser amigo de tanta saudade. E o tempo que é relativo demais e que duela com a gente. E a gente que só pode mesmo esperar. Esperar esse tempo doido passar. Esperar o contar de horas. Esperar o absoluto desse tempo todo tão relativo.

A “Nega” de cada um… Ou a maluquice da “Nega”?

•Fevereiro 27, 2008 • Deixe um comentário

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É tempo de descobrir.

Tempo de descobrir novas experiências, tempo de descobrir sentimentos que achavamos tão esclarecidos, tempo de descobrir o que é a real saudade….

E nesse tempo de descoberta, tenho percebido situações boas demais, em momentos onde sempre esperei tão de menos.

Tenho descoberto amigos, tenho tido chance de perceber coisas tão pequenas que as vezes até me esquecia… Aliás, coisas pequenas que a grande maioria de nós, acabam esquecendo, ou ao menos prestando menos atenção. Deve ser coisa da saudade. Analisar tudo tão pelo ângulo do amor, tão pelo ângulo do relacionamento. Deve ser mesmo….. Mas que bom que posso ver assim, e valorizar tanto, cada um dos meus pequenos momentos: aqueles que estão longe, que hoje me fazem falta…..Mas também aqueles que estão perto….e que hoje me acolhem.

Uma das minhas descobertas, é observar que nos relacionamentos, muitas das coisas que tornam os casais mais depentendes um dos outros, são as dinâmica, são as rotinas, são as “picuinhas” do dia a dia. Já percebeu que ningué nunca senta numa mesa e conta seus grandes momentos de amor e de juras e de promessas?? Nao…nao não. O que é assunto, o que é gostoso de compartilhar, são mesmo as implicâncias… Pronto! É Ibope na certa. Ibope porque todo casal acaba se identificando com algum momento da história. Ibope porque o próprio casal, cria uma encenação. Uma cena teatral…quase que como ensaiada, onde eles parecem viver novamente aquele conflito e olhar positivamente para a cena, de maneira apaixontante….  E não é ai mesmo que se encontra o amor?

Um amigo meu me contou uma vez uma história sobre um simples bicho de pelúcia. Aliás, não tão simples assim já que se tratava de uma ovelha de pelúcia…. Um presente: a ovelha negra da família.  Sim, da família pois era exatamente deste círculo que ela faria parte. A “Nega”, como costumava ser chamada a cada dia ganhava seu espaço. De apenas um enfeite na cama, passou a merecer um afago até conquistar a supremacia de uma abraço durante a noite. E assim, “Nega”se tornava a cada dia especial. E o que ela tinha de especial? Bom,…. ela era uma ovelha, esquisita, improvável, que descosturava a boca, que tinha uma bolsa para pijamas, qu parecia sempre estar precisando de uma lavadinha. Mas na hora de precisar sentir-se amparado, era Nega que estava ali. E todos suas coisinhas estranhas, tornavam-se de repente tão aconchegantes. 

E a “Nega” virou personagem fundamental. Todo carinho com a Nega, todas as instruções para a empregada cuidar bem da Nega, lava a Nega, costura a Nega, aperta a Nega….. Maluquice ou não, meu amigo hoje tem uma nova Nega. Igualzinha a outra que acabou ficando velinha e irrecuperável, afinal de contas, relação desgasta. É claro que a Nega tomou umas porradinhas, teve que ouvir muitos desabafos e por ai vai… E ele ganhou uma Nega novinha, começa tudo de novo e adivinha se o fato dela ser uma ovelha esquisita e surradinha não é seu grande atrativo? Não é exatamente o que a mantém todo dia no seu lugar privilegiado na cama.

Acho mesmo que todos nós temos a nossa Nega e as nossas maluquices, manias, características e cada um encontra mesmo uma paixão numa Nega Maluca por aí. E a implicância, o mau humor pela manhã, a bagunça, o jeito de comer, como dessaruma a pia….São essas maluquices que fazem as negas serem tão especiais. É o que mantem o dia-a-dia divertido. são as descobertas, as concessões e a paciência.

Longe da minha “Nega” posso dizer que a parte maluca é a que mais me faz falta. As bobeirinhas de todo dia… Porque é aprendendo a lidar com elas que entedemos as preciosidades de uma relação. E como é preciosa a cumplicidade desses momentos.

Que delícia perceber isso e encontrar tantos amigos com suas Negas, com suas histórias, com suas “picuinhas”. Enxergar felicidade em tanta cumplicidade. São sim nesses momentinhos de ver que o mundo é bacana assim que sigo em frente. Quando meu coração se preenche de ver casais cumplices. Sigo com a saudade maluca, sabendo que também sou a “Nega” do meu amor mas rodeada de boas histórias pra sussurrar no seu ouvido quando estivermos novamente no lugar da nossa maluquice.

Aos meus amigos da “Nega”, só agradeço. Ótima noite e  ótimas histórias que a gente só consquista mesmo com toda essa história doida de cumplicidade. Tenham certeza que do meu percurso de mais ou menos 150 dias “de solidão”, vocês fizeram uma noite cheia de aconchego da Nega!

Aos meus amigos e a um “irmão”

•Fevereiro 21, 2008 • Deixe um comentário

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Nos últimos anos da minha vida, vem crescendo o número de situações onde percebo a importância vital que os amigos têm. Hoje, só tenho a agradecer cada vez que eu percebo os amigos que tenho. Mais que companheiros, mais que confidentes, mais que baladeiros de plantão, são uma família. Nessa fase, que podia ser de tanta solidão, me sinto rodeada e acolhida.

São agora 11 dias e posso contar quantas foram as situações onde tive palavras, olhares e inúmeros gestos de preocupação e carinho. Parece que é em dobro e dedico esse post a cada um de vocês. A cada preocupação, a cada telefonema, a cada abraço. Vocês todos são incomparáveis, vocês são responsáveis por cada lágrima que deixei de derramar por saber que estou amparada. 

E essa semana coroa todo o meu crescente pensamento. Essa semana é o casamento de um grande amigo. Um irmão, um confidente, um louco totalmente pirado, um companheiros inseparável de uma das melhores épocas da minha vida. O primeiro amigo da maturidade. Pois é….viramos gente grande. Ele tava lá no altar com um sorriso imenso quando eu casei e essa semana terei o mesmo privilégio. E a melhor parte é conseguir ter a certeza que alguém que tanto amo, viverá um sonho como eu vivo desde o dia do meu altar. Que privilégio compartilhar a alegria de saber que meu amigo “se deu bem”. Que terá uma grande companheira ao seu lado e que será feliz! 

É um momento que ta sendo louco…Semana de lembrar tanto que já falamos, tanto que já sonhamos e comentamos e pensar que agora estamos chegando lá! E juntos. Não é o máximo poder compartilhar do início ao fim sonhos assim?! Por tantas conversas, por tantas tardes (sim, na época que tardes eram de conversas e não de trabalho), por tanto que já trocamos posso afirmar com todas as letras que esse amigo encontrou a felicidade. E saber que o maior de todos meus amigos está feliz, é especial demais. 

Por isso, seu doido, saiba que eu acredito que na vida a gente apenas “reconhece”amigos, e você foi e sempre será um “reencontro”inesquecível. Dizem que os amigos são a família que a gente escolhe. Se é assim, você é um imão e como sempre falamos, meu querido, simplesmente o melhor! Sejam felizes demais sempre, sempre, sempre! 

“Mas louco é quem me diz e não é feliz”….Nós somos meu amigo.

Minha “povoada” solidão.

•Fevereiro 19, 2008 • Deixe um comentário

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Após um longo e tenebroso inverno eu volto.

Volto porque tenho tido vontade de escrever. Por um período to sozinha… Não abandonada, e nem sozinha na vida…Mas sozinha no espaço, sozinha em casa, sozinha nesse tempo que agora me separa de quem amo.

Mas é um tempo cheio de proveito para o pensamento. Um tempo cheio de descobertas de mim. Da solidão, da saudade, da falta, da descoberta……

Talvez os assuntos mudem um pouco, talvez sejam mais divagações do que informações…Mas é um momento de desabafo e não quero fugir disso. Quero explorar isso e quero colocar no papel.

É o relato do meu desafio de aprender a “libertar” o que tanto amo… (pra quem me conhece entende a ironia da situação)… é um relato de aprender a estar perto, estando longe. É uma maneira de quem está lá acompanhar cada pensamento meu e se sentir mais perto. É um jeito meu de passar esse tempo. De alguma forma compartilhar…com que achar bacana escutar…..

So…that´s it!

Correndo na Cidade Maravilhosa.

•Outubro 25, 2007 • Deixe um comentário

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36 minutos e 5 km….

Esse foi o tempo da minha primeira corrida de rua.

Vale dizer da minha realização pessoal de ter conseguido isso. Há 4 meses parei de fumar e decidi que ia mudar minha vida de sedentarismo. Mudei mesmo…E hoje sou praticamente viciada nos meus momentos de academia.

Mas esse não é o foco que quero dar para este post.

Terminada minha prova, fiquei próxima a linha de chegada, esperando meu sogro e sua mulher que correram 5km a mais e fiquei ali, durante uns 20 minutos observando as pessoas que correm.

E descobri que as pessoas que correm são muitas, e são todas.

Não espere ir para uma corrida assim esperando esportistas e atletas com corpos esculturais. Não é assim. O clima é bacana, as pessoas estão de bem com a vida.

É jovem, é casal, é velho, é pai com carrinho de bebe, é gente com cachorro. Tem até uma mulher que corre com um galo.

É bacana ver. Cada um ali tem sua realização e a gente se sente bem de também ter se realizado. É uma tribo, é um ritual. Eu, que to começando, fico pensando: O que leva essas pessoas a virem pra cá as 7h da manhã de um domingo, com sol e 27º na cabeça? Realização, superação, social, paquera….Deve ser um pouco de tudo para um pouco de todos. E é válido!

To descobrindo o esporte e esse mundo. Ainda não entendi bem, e nem corro bem, mas adorei ver a coisa da paz e integração que sempre ouvi falar que o esporte traz.

Bacana de verdade. É válido unir pessoas que acabam ganhando saúde.

Tive uma manhã linda, num Rio de Janeiro maravilhoso. Para todo mundo ali, o Rio não era esse monte de coisa que a mídia faz questão de ressaltar. Foi apenas um Rio lindo que eu mesma as vezes esqueço, o Rio que sempre fui apaixonada.

Que delícia que minha primeira corrida foi essa descoberta e redescoberta. Descoberta que é bacana o que o esporte faz e redescoberta do Rio Cidade Maravilhosa.

Vale dizer como a música: Rio eu te amo, sou Rio todo ano!!!!!