A persistencia de persistir.

•novembro 28, 2011 • Deixe um comentário

 

E ai você  vê a vida ali…

E aí a gente acha que ela pode ser nossa. Acha que a gente controla, que a gente decide, que a gente define.

A gente suspira alto pensando nessa vida. Mas no fim ela nunca é como a gente pensa, nunca é do jeito que a imaginação pede.

Ela é torta, cheia de surpresas, uma bipolar em constante mudança.

E de tempos em tempos o nosso suspiro não tem outro rumo além de aceitar que nada ele pode … Seguimos apenas a suspirar.

Eu sempre me decido por suspirar. Na verdade, acho que há muito tempo decidi por me entregar. Ahhh tá Sra. Vida, é isso que você tem pra me dar. Então ta que eu não vou reclamar.

Uma amiga minha sempre diz. Dos limões não temos que fazer uma limonada, temos que fazer Mohitos. Acho que Mohitos nem levam limão… Mas o conceito é o mesmo. A escolha é aceitar e seguir, fazendo o seguir ser inesquecível (como muitos Mohitos são), ou se lamuriar.

Eu não gosto de lamurias. Sempre achei que não combinam comigo. Aliás, nem combinam com essa tal vida louca que muda toda hora.

E assim vamos…seguimos em frente. Mas não deixamos de perseguir e tentar “enganar” o que a vida decide. A gente insiste, a gente corre atrás e eu tenho a persistência de ser persistente.

Aceito toda essa vida mas vivo na malandragem de querer enganá-la. Tenho meus planos secretos cheios de vontade, e as vezes até convicção que uma hora pode ser como eu quero.

As vezes é melhor, mas ainda não é …

Do meu jeito ou do jeito dela continuo sabendo que tudo sempre muda e que pode ser melhor.

To esperando…continuo e vou continuar.

Prefiro escolher ser a louca sonhadora. Choro tudo em um dia, choro mais ainda em uma hora…Mas amanhã acordo sorrindo esperando os planos dela…

E os meus….

32 anos…E feliz!

•abril 14, 2011 • Deixe um comentário

E cheguei aos 32 anos.

To achando essa idade engraçada. Não sei porque nunca pensei nesse número. Pensei em 18, 25, 30….mas 32…Não, nunca pensei.

Falei algumas vezes que estava incomodada pelos 32. Mas descobri que não é pela força da idade. É porque para mim, é um ano “desprogramado”. Simplesmente não sei o que pode ou não acontecer. Isso pra mim é estranho. Se não estranho, pelo menos novo.

Cheguei aos 32 anos sem minha mãe. Parece que agora começou de fato essa sensação.  Fica difícil programar ou esperar qualquer coisa quando parece que arrancaram um pedaço da gente. Parece não. Falta mesmo um pedaço.

Então, tudo é novo. Tudo é inesperado. Começa uma nova parte da minha vida, onde tenho que me encaixar em um novo eixo. Sim, porque saí do meu eixo.  Aprender a viver o dia a dia sem uma mãe, é tentar achar um novo equilíbrio…

E no fim, desse dia 13 de abril de 2011,  me sinto feliz! Sinto muita saudade, mas me sinto feliz por tudo que construí nesse tempo.

Foram 32 telefonemas, 12 mensagens de texto, e 100 mensagens no Facebook.

Como posso não me sentir feliz???

Pra que querer um ano “programado”?

Ta tudo ótimo.  E agradeço…

A cada amigo, a cada amiga, a cada nova amizade, a cada irmã e irmãos que a vida me deu, a cada amizade antiga e `aquelas que ainda nem viraram amizade. A toda a minha família, ao meu amor…

Vocês fizeram meu dia especial. Tiraram o tabu desse 32 tão inesperado. Só me fizeram sorrir…

E se chorei de saudade, não deixou de ser felicidade…

Um Natal de AMOR… Todos os dias de AMOR.

•dezembro 25, 2010 • Deixe um comentário

Meu desejo de Natal aos meus amigos??

Que não seja apenas o Natal um momento para reflexões e quando bate aquela vontade de rever o ano e estar perto dos que amamos.
Que essa energia de Natal fique presente sempre. Que todos possam todos os dias ver tudo de bom que há em volta e dizer tudo que há para ser dito.
Que os abraços, os desejos, o amor (e por que não os presentes), não fiquem restritos apenas a noite de Natal. Que nos acompanhem sempre.

Abracem bem apertado todos os que amamos (sempre!), digam eu te amo sem restrições. O Natal é cristão, mas eu acredito que não importa a religião… Ser cristão no fundo, para mim, se resume a AMAR! E o amor pede a urgência do hoje. Diga e diga muito: eu te amo…

Este ano amei mais um pouco cada um de vocês. Reafirmei o que acredito: meus amigos são minha família. Agradeço de novo e mais uma vez por te-los ao meu lado. Cada carinho, cada palavra, cada companhia, todos os almoços, as bebedeiras, as baladas, os facebooks, os msns, os sms, os happy hours, os churrascos, os frozens… TUDO! Foi bom demais e me fez um pouco mais feliz. Sou privilegiada! Cada um sabe o quanto agradeço e o quanto darei meu carinho, amor e amizade. Sempre!
Um Lindo Natal de Amor para todos! Obrigado de coração por terem feito o ano mais difícil da minha vida ser, ainda assim, FELIZ!

As panquecas que me fazem sorrir!

•dezembro 23, 2010 • Deixe um comentário

Hoje quis escrever….Não para mim…Quis escrever porque tive a sensação que assim poderia conversar mais de perto com você.

Como sinto falta de falar com você. Essa semana, por duas vezes, peguei o telefone para te ligar. Tanta coisa que queria te contar, tanta coisa de você que eu queria ouvir,

Será que eu disse tudo que eu tinha pra dizer? Será que você entendeu? Queria ter deixado mais claro… Repetido mil vezes sua importância na minha vida. Sido menos boba em tantas vezes que reclamei da sua preocupação…Ter entendido tanto amor.

Mas quero te dizer que o teu amor está aqui. Vive em mim mais presente que nunca. Mas que não há um minuto do dia que eu não tenha um buraco no meu peito. Não um dia que eu consiga segurar uma lágrima quando ouço uma música no rádio. Ahhh a música. Parte tão presente da nossa vida. Como eu poderia esquecer quantos domingos acordei com você feliz e a música tocando? Os domingos que fazíamos café da manhã como em restaurante. As panquecas…

As panquecas, e tantas outras coisas não vão perder a graça. jamais! Elas são você aqui. São lágrimas de saudade que dói, mas também conforta. Saudade de tudo de tão bom que você me deu. Como sou agradecida, como sou feliz, como gosto de pensar e lembrar de tudo. Parece que vou ouvir sua voz. Parece que vejo sua mão. Sempre gostei de segurar tua mão. Acho que nem eu sabia a diferença que só esse gesto fazia na minha vida – Segurança. Me sentia tão segura.

Ver tudo que você deixou pra mim faz eu seguir com essa segurança. A certeza de saber que nunca vou soltar sua mão e você não soltará a minha. Te conheci tão bem nos últimos anos que as vezes te peço conselhos, te faço perguntas, e sei o que você iria responder.

Acho que eu quis escrever pra dizer obrigada. É o que mais penso. É o que mais queria dizer e repetir todos os dias. Tua falta dói, mas toda a herança que tenho me faz seguir, me faz querer mais, me faz lutar e querer ser alguém melhor. Você me fez assim, e me orgulho de ser quem eu sou. Você com tanta música me fez ver graça em panquecas, me fez ser feliz simplesmente pela escolha de ser feliz.

Nesse fim de ano me esforçarei para sorrir, pala pular 7 ondas e jogar flores para Iemanjá como fazíamos. Mas jogarei uma flor a mais. Uma flor para você. e acordarei em 2011 e começarei meu ano comendo panquecas. E ainda que uma ou duas lágrimas não se contenham, sorrirei ouvindo uma música qualquer , simplesmente porque tenho você como mãe….e sempre terei…

Minha solidão a só!

•agosto 6, 2009 • Deixe um comentário

E eu que tanto amo….Sempre amei.

Eu posso dizer que nem todo o amor do mundo é capaz de nos preencher sempre. Não é! Agressiva….mas me parece a realidade mais nua e crua.

Nem quem mais nos conhece está nos nossos pensamentos, não compreende por total nenhum sentimento. Porque só nós mesmo é que a todo tempo sabemos; sabemos de cada pensamento, de cada palpitação, de cada suspiro, dos mais reservados segredos.

Pensando nisso, em momentos de extremos (seja a felicidade ou a tristeza), posso dizer que sinto solidão. Me sinto eu, comigo e 100% só! E quem poderia entender de tudo e de tanto tumulto que passa pela minha cabeça?

É tudo misturado e só mesmo eu nessa solidão pra ser meu acalanto.

Hoje, junto minhas duas mãos, dou a mim um abraço, tomo um banho demorado, me encolho quieta na cama. Preciso muito de mim…Preciso aprender essa solidão que é tão real. Preciso entender que nem sempre tudo me basta.

Que esse tempo passe…

•agosto 1, 2009 • Deixe um comentário

Queria escrever apenas para desabafar…Para tirar de dentro de mim essa angústia…Um desespero que chega a conter minhas lágrimas.

As vezes acho que se eu não chorar, as coisas parecerão menos tristes. Mas nada disso alegra meu coração.

 

Que enredo cruel: não consigo ser mãe e meu maior medo no mundo hoje é perder a minha mãe. Tudo tão ligado e tudo tão oscilante.

Como pensar em ser mãe sem ter a minha?

Que incompetência (e não posso negar que é essa a sensação) eu não consigo mudar nenhum dos fatos.

 

E aí está tudo entregue ao mundo, a um Deus que hoje me custa entender. Com planos traçados que cabe a nós, totais impotentes, apenas aguardar.

Então mais que nunca é hora de viver?

Viver como? Seguir como? Sorrir como?

É viver a iminência da perda. De mais uma ou outra desilusão.

 

Constante pensamento meu.

 

Que quero afastar. Que quero evitar. Mas o vazio vem e vai a cada minuto.

 

Minha mãe tem câncer. Ironicamente a doença que me desarmou e me fez conhecer e construir uma relação de mãe e filha como nunca tivemos antes. Cumplicidade, respeito, compreensão e acima de tudo muito amor.

Há pouco mais de 1 ano tudo isso começou. E no princípio confesso que achamos que era mais fácil do que parecia. Acreditamos já em dezembro, 6 meses depois, que tudo já havia passado. Era legítimo acreditarmos. Afinal, era merecimento de quem soube enfrentar tanto sofrimento com tanta garra e com a cabeça erguida e sorrindo.

 

Mas em poucos meses, descobrimos que havia mais. Que essa luta injusta não tinha acabado.

 

E agora aqui estamos. Prestes a enfrentar de novo uma mesa de cirurgia, novamente sem saber nada do que pode dar certo ou errado.

É um turbilhão de pensamentos que a gente não consegue evitar e que a cada dia parecem mais amedrontadores.

 

Mulher forte, incrível, cheia de fé que é capaz de consolar no momento onde mais precisa ser consolada. Surpreendente!

 

Então preciso ser melhor. Afastar esse desânimo. Honrar essa mãe que tenho e seguir forte. Encontrar uma fé e acreditar. Ouvir a frase “blasé” que ecoa ao meu redor: tudo tem seu tempo…

Que esse tempo cure, que esse tempo fortaleça…Que esse tempo acabe….

Eu e meu pinguin na geladeira

•dezembro 3, 2008 • Deixe um comentário

Nada de mergulhos. É na superfície
que o real, minúsculo plâncton, se trai.
Sentidos, sentimentos e outros moluscos
 
não passam pela finíssima peneira
do funcional. E o sofrimento, ai,
esse nefando pingüim de louça
 
sobre o que deveria ser, na quiti-
nete do eu, uma austera geladeira…
 
Que ninguém nos ouça: guarda esse escafandro, meu
filho. Só o raso é cool. A dor é kitsch.

Autor desconhecido


 

Eu jogo frescobol!!

•maio 21, 2008 • 1 Comentário

Hoje recebi um daqueles textos que vale a pena parar para ler.

A gente não percebe no dia-a-dia as sutis diferenças e metáforas para encarar uma vida leve!!! E vc?? Joga que jogo?

Tennis X Frescobol

Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.

Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: ‘Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: ‘Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?\’ Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.’

Xerazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme O império dos sentidos. Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa, conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fossem música. A música dos sons ou da palavra – é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer. Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: ‘Eu te amo, eu te amo…’ Barthes advertia: ‘Passada a primeira confissão, ‘eu te amo\’ não quer dizer mais nada.’ É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia Prado: ‘Erótica é a alma.’

O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada – palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.

O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra – pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir… E o que errou pede desculpas; e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos…

A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá…

Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Camus anotava no seu diário pequenos fragmentos para os livros que pretendia escrever. Um deles, que se encontra nos Primeiros cadernos, é sobre este jogo de tênis:
‘Cena: o marido, a mulher, a galeria. O primeiro tem valor e gosta de brilhar. A segunda guarda silêncio, mas, com pequenas frases secas, destrói todos os propósitos do caro esposo. Desta forma marca constantemente a sua superioridade. O outro domina-se, mas sofre uma humilhação e é assim que nasce o ódio. Exemplo: com um sorriso: ‘Não se faça mais estúpido do que é, meu amigo\’. A galeria torce e sorri pouco à vontade. Ele cora, aproxima-se dela, beija-lhe a mão suspirando: ‘Tens razão, minha querida\’. A situação está salva e o ódio vai aumentando.’

Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão… O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.

Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem – cresce o amor… Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim…(O retorno e terno, p. 51.)

 

E quando chegar aos 60?

•março 26, 2008 • Deixe um comentário

A gente vai vivendo o dia-a-dia. Corremos pra lá, corremos pra cá…Fazemos, falamos e nos programamos o tempo todo pelo tempo. Tempo disso, tempo daquilo… e com isso o tempo passa. 

E as vezes, quando o tempo se perde, quando o tempo parece dar uma trégua, ou quando apenas decidimos deixar ele um pouco pra lá….é que penso sobre ele. 

E quando mais do meu tempo passar? E quando eu chegar aos meus 60 anos? Como será que vou ver todo esse tempo?Como será que todo esse tempo e tanto que tiver ao longo dele vai me ver?

Será que aos 60 meus dramas serão mesmo dramáticos? Será que tanta paixão que me acompanha ainda será tão apaixonante?Aos 60 o significado de felicidade ainda será o mesmo? Ou será que o medo da falta dela vai fazer com que nem a note? 

Confesso que tenho medo.  

Queria poder guardar para os meus 60 a visão pura de tantas coisas que vi aos 10. Levar uma risada boa que devo ter dado aos 5. Sentir o peito bater forte por uma conquista que devo ter tido aos 18. Queria guardar para sentir com tanta intensidade algumas saudades que sinto agora….Mas queria guardar tudo de bom. Queria guardar, e mais que isso, queria saber enxergar as coisas boas de um caminho que eu mesma construo. 

Se pudesse, desejaria apenas rever todo o tanto tempo passado com uma lágrima de orgulho no canto dos olhos. Que mesmo alguns momentos ruins me mostrassem que eles faziam mesmo parte de uma história…..da minha história. O tempo passando, mas eu cheia de orgulho. Manter o orgulho que sinto tanto hoje pela vida que conquistei. Vida guiada, vida educada… Vida ensinada e tão bem cuidada.

E será que o tempo dos 60 vai me fazer esquecer isso? Esse tempo bobo, que ronda minha cabeça. Que rondou por 50 dias, que rondou por outras tantas horas, que hoje rondou todos meus pensamentos. Esse tempo que no meio da madrugada parece me dar uma brecha me faz escrever sobre ele. 

Esse tempo que aprendi a ver como bom. Esse tempo que mesmo odiando algumas vezes, na maioria dos dias tenho vontade de engolir.

Ahhhh tempo. Passe mais 60 segundos, passe mais 60 horas ou dias… Passa sem tirar de mim o que amo. Passa me deixando o peito cheio de paixões e realizações pra relembrar. Passa sem me enganar e sem deixar que eu me engane.Passe e chegue aos 60… 

O tempo dos 60 não está comigo só hoje. O tempo dos 60 me acompanha como o tempo de cada ano da minha vida.  Então passe tempo!Passe 60 e quantos mais passar….Mas me faça lembrar. Me faça lembrar sempre de olhar, olhar de verdade para esse tempo e permitir apenas deixar ele me fazer feliz. Não me deixe mesmo esquecer…. Porque aos 60, não quero esquecer de como pode ser fácil ser feliz.  

Meu desejo é do tempo e para o tempo. Meu desejo é para tantos sessentas ou para um especial. E se o tempo que precisa passar passasse…sei que poderei sorrir quando os meus 60 chegarem…

E esse tal de tempo conhece a saudade?

•março 4, 2008 • Deixe um comentário

23 dias…

Essa foi a primeira vez que parei pra contar quantos dias. Sempre prefiro contar em semanas. Parece que o tempo é mais curto.

Na verdade, 23 dias assim escrevendo nem parece muito tempo. Como é relativa nossa percepção sobre o tempo. Meu corpo já está se acostumando com a percepção de noites de sono de 4 horas. E lá vamos a mais uma madrugada. São tantos pensamentos que pipocam a cabeça…. E pronto, a cada um, lá se vai o sono ou qualquer sinal dele que pudesse existir.

O tempo é mesmo estranho. Como ele muda ao longo da nossa vida. Sempre me lembro de quando eu era criança como demorava demais pra chegar as férias de julho. Sempre adorei as férias de julho. Não sei dizer porque. Elas eram mais curtas mas acho que associava julho com a Disney…..Hoje, a gene ouve o tempo inteiro a surpresa de que…Opa! Já é março…

Quando temos um exame, uma prova, uma tarefa difícil, o tempo voa. Quando vemos nunca deu tempo de dar aquela útlima revisada no texto.

E quando temos saudade….A saudade faz o tempo cruel. A saudade faz o tempo preguiçoso… A saudade dá significado a “contar horas”. Adoro a palavra saudade. Sempre ouvi que poucas linguas no mundo tem uma palavra que substitua a “saudade”do português. Sentimento tão único. Sentimento que tem um pouco de bom, sentimento que traz também um suspiro. Saudade de boas lembranças, saudades de épocas boas…..

E basta uma saudade ficar mais forte pra gente começar a sentir um monte de outras…Saudade do meu amor que me traz saudade de coisa demais. Saudade que deixa a gente assim tão pensativo. Saudade que traz tanta saudade esquecida. Saudade que traz tantos sorrisos e que acaba sempre numa lágrima…..ou em várias.

Saudade do que é bom, do que a gente quer guardar, do que a gente quer e gosta de lembrar. Saudade assim boba, de coisas pequenas. Saudade assim devastadora, de tanto…..de tanto. Saudade assim triste, de tanta saudade que não podemos matar.

E esse tempo que não resolve ser amigo de tanta saudade. E o tempo que é relativo demais e que duela com a gente. E a gente que só pode mesmo esperar. Esperar esse tempo doido passar. Esperar o contar de horas. Esperar o absoluto desse tempo todo tão relativo.

 
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